Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

 
 
Como é difícil, ás vezes, 
caber dentro da vergonha
que é sentir-me achincalhada
por aqueles que deviam
fazer-me sentir amada.
 
Como é difícil ouvir,
diante de quem está a escutar,
palavras de troça e sorrir,
quando a vontade é de chorar.
 
Como é amargo duvidar,
de tudo o que eu tinha certo.
Julgar que era querida,
por quem me rodeia na vida,
que afinal é um deserto.
 
 



publicado por Donagata às 14:38
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O diário do meu alter-ego. O irreverente, desbocado, mal disposto e insensato alter-ego. Mas também o sensível, o emotivo, o lamechas, aquele que tenta dizer coisas de forma bonita... Assim num pobre arremedo poético.
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