Sábado, 09 de Maio de 2009

 
Por fim estou aqui.
Piso freneticamente a areia escaldante
apenas para te encontrar.
Entrego-te primeiro os pés
que envolves numa carícia fugaz mas atrevida.
Recuas. Eu tento acompanhar-te, prender-te.
Corro atrás de ti deixando profundos sulcos na areia,
que me segura, que me atrasa, despeitada,
ciumenta, ciosa de ti.
E tu regressas, voluptuoso.
Agora sou eu que recuo, saltito, mudo de ideia.
Mas é com um sorriso alegre que corro de novo para aí.
Cinges-me. Agora toda, num abraço frio,
salgado, urgente, vital.
E eu abandono-me, qual sereia, em bailado nupcial.
 

 



publicado por Donagata às 19:14

Se parares um pouco e olhares para trás
Para o muito que vivemos juntos
talvez incrédulo te perguntarás:
Como ainda amas, como ainda sofres,
como ainda esperas, como ainda sentes
aquele arrepio que te devassa a pele
que te inquieta o corpo e a alma enovela,
que faz de nós um todo, que faz de nós um só.

Uma memória única que apertamos num nó. 

 


sinto-me:

publicado por Donagata às 18:31
O diário do meu alter-ego. O irreverente, desbocado, mal disposto e insensato alter-ego. Mas também o sensível, o emotivo, o lamechas, aquele que tenta dizer coisas de forma bonita... Assim num pobre arremedo poético.
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