Sexta-feira, 08 de Maio de 2009

Quando passo em redor o meu olhar

e os meus olhos se prendem nos teus, tão sofridos.
Que embora sorriam e brilhem, tão belos, tão expressivos.
Ora se movem, ora se ocultam para não chorar.
Interrogo-me, fremente de raiva, qual a razão,
se existe um deus (e eu acho que não),
para que a vida seja sentida,
tenha que ser assim, amarga, sofrida?
 
 

 



publicado por Donagata às 23:20
O diário do meu alter-ego. O irreverente, desbocado, mal disposto e insensato alter-ego. Mas também o sensível, o emotivo, o lamechas, aquele que tenta dizer coisas de forma bonita... Assim num pobre arremedo poético.
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