Domingo, 17 de Maio de 2009

 
Não sei porque não sei escrever poemas de amor!
Não sei porque se me escapam as palavras necessárias
E se vão desvanecendo, lentamente, com pudor.
 
Não sei porque não sei escrever poemas de amor!
Porque se embrulham embotados estes dedos no teclado
Tocando em letras, à sorte, para apenas as descompor?
 
Não sei porque não sei escrever poemas de amor,
Se o que sinto é tão presente, tão intenso, tão pungente,
Que me verga, me aniquila, num mando avassalador!
 
Se escrevo mesmo o que não sinto, de modo arrebatador
Burilando as palavras, versejando com fervor,
Porque será que não sei, escrever poemas de amor?
 



publicado por Donagata às 18:15
O diário do meu alter-ego. O irreverente, desbocado, mal disposto e insensato alter-ego. Mas também o sensível, o emotivo, o lamechas, aquele que tenta dizer coisas de forma bonita... Assim num pobre arremedo poético.
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